A monitorização de data center da AKCP ajuda as equipas de instalações e de operação a deixar de sobrearrefecer a sala inteira e a arrefecer só onde é preciso. Mapas térmicos por bastidor, medição de energia sem cortar cabos e controlo de acessos por RFID reúnem-se numa única plataforma, alinhada com as recomendações da ASHRAE.

Deixar de adivinhar o arrefecimento
Segundo a AKCP, o sobreaquecimento está na origem de 30% das falhas em data centers. A resposta habitual, o sobrearrefecimento, desperdiça energia e deixa capacidade por usar. A solução junta os Thermal Map Sensors ao software de monitorização central da AKCP: o Quicklime, plataforma DCIM com análise sensorCFD, ou o AKCPro Server. O resultado é uma visualização térmica quase em tempo real, ao nível do bastidor: a equipa vê de imediato o que está fora do intervalo, arrefece apenas onde faz falta e faz descer o PUE.
A monitorização assenta em três pilares: temperatura, energia e segurança física, esta última com unidades como o securityProbe 5E X20. Cruzar estes dados transforma leituras de sensores em decisões: menos energia desperdiçada, avarias antecipadas e infraestrutura crítica protegida.
Temperatura ao nível do bastidor
Com as cargas de inteligência artificial a levar a densidade dos bastidores para os 30 kW ou mais, a gestão térmica passou a ser uma questão de precisão no fluxo de ar. A ASHRAE recomenda, para o ar à entrada dos equipamentos, um intervalo de 18 °C a 27 °C; os conjuntos de alta densidade (classe H1) exigem um intervalo mais apertado, de 18 °C a 22 °C.
Os Thermal Map Sensors medem a frente (entrada) e a traseira (saída) de cada bastidor. A diferença entre as duas, o ΔT, revela ventoinhas internas avariadas ou caminhos de ar obstruídos antes de provocarem um corte térmico. Os sensores ligam-se às unidades base sensorProbe+, como o sensorProbe2+. Para mais detalhes sobre este tema, veja Monitorizar Temperatura de Servidores e Bastidores.
Mapas térmicos
Seis pontos por bastidor (frente e traseira; em cima, ao meio e em baixo) dão origem a um mapa térmico em duas dimensões. Os pontos quentes e os desequilíbrios de ΔT ficam visíveis, o que permite ajustar o arrefecimento e proteger o equipamento.
Pontos quentes e alertas
Quando surge um ponto quente, o aviso chega às pessoas certas por sirene local, trap SNMP ou SMS. Para o alarme no local, a AKCP disponibiliza a Sirene com Luz Emergência. Os dados térmicos podem também alimentar o sistema de gestão técnica do edifício (BMS) ou o DCIM que já utiliza.
Otimização térmica contínua
Os sensores servem para mais do que alarmes. Com o sensorCFD, os dados em tempo real alimentam um gémeo digital da sala: antecipam-se pontos quentes, recuperam-se zonas sobrearrefecidas e acompanham-se cargas variáveis. Mais do que monitorização, obtém relatórios concretos sobre o que melhorar na eficiência térmica.

ASHRAE e Uptime Institute
Os eventos térmicos são responsáveis por 33% das falhas em data centers. A medição ao nível do bastidor alinha a infraestrutura com as boas práticas da ASHRAE e do Uptime Institute: com sensores à entrada de cada servidor, evitam-se cortes térmicos e prolonga-se a vida útil do equipamento.

Bypass e recirculação de ar
Os sensores de sala tradicionais não detetam os dois maiores desperdícios de eficiência. O ar de bypass regressa à unidade CRAC sem ter passado por nenhum servidor. A recirculação devolve o ar quente da exaustão à entrada dos servidores e cria pontos quentes localizados. Ao analisar dados de várias zonas, o software identifica estas anomalias e permite ajustar ventiladores de velocidade variável ou o confinamento de corredores quentes e frios, com redução direta do PUE e maior vida útil do equipamento. Para medir o fluxo de ar, a AKCP tem o Sensor de Fluxo de Ar.
Energia: da visibilidade ao controlo
Em bastidores de alta densidade, a energia é o fator que limita o crescimento. O PUE (Power Usage Effectiveness) deixa de ser um objetivo anual e passa a ser acompanhado em contínuo. O PUE é a energia total da instalação a dividir pela energia que chega ao equipamento informático, sendo 1,0 o valor ideal. A média mundial ronda 1,5 a 1,6, um bom objetivo é ficar abaixo de 1,5 e as instalações mais eficientes aproximam-se de 1,1 a 1,2.
O Contactless Current Meter (CCM) mede a corrente sem cortar cabos nem interromper o serviço: basta colocá-lo à volta do cabo para obter leituras de corrente, tensão e fator de potência. Assim, o planeamento de capacidade e o cálculo do PUE fazem-se em instalações já em funcionamento, sem paragens. A monitorização de alta frequência deteta os picos de consumo das GPU e permite:
- identificar capacidade elétrica por usar e aumentar a densidade dos bastidores com segurança;
- equilibrar cargas e receber alertas antes de um disjuntor disparar;
- encontrar servidores ligados que consomem energia sem produzir trabalho útil.
No software, a instalação elétrica é representada como uma cadeia de alimentação, para simular cenários como «esta fila suporta mais um cluster?» ou «o que acontece à redundância se uma UPS falhar?».
Segurança física e controlo de acessos ao bastidor
Uma porta de bastidor aberta não é só um risco de furto: quebra o confinamento, provoca bypass de ar e obriga as unidades de arrefecimento a trabalhar mais. As fechaduras RFID Swing Handle Cabinet Lock (SHL) controlam quem abre cada bastidor. Para dupla autenticação, com cartão RFID e PIN, existe a versão SHL-DA; para a porta da frente e a de trás, o conjunto de duas fechaduras SHL01.
A grande vantagem está no cruzamento dos acessos com os dados ambientais:
- alerta automático quando a temperatura sobe 2 °C segundos depois de uma porta abrir;
- eventos registados em vídeo: um alarme de fuga de água ou de acesso não autorizado fica associado à imagem da câmara (por exemplo, a Câmara Digital Pan Tilt Dome HD) no momento e no local exatos;
- deteção de movimento e vibração contra manipulação de equipamento, com o Sensor de Vibração.
Completam a proteção a deteção de fugas de água (Detectar Fugas de Água) e de fumo (Detector de Fumos). Saiba mais em Controlo de Acessos a Bastidores de Comunicações e Armários de ISP.
Normas como a ISO 27001, o SOC 2 e a diretiva NIS2 exigem prova da segurança física. O sistema regista quem abriu que bastidor, quando, e como reagiu o ambiente interior, e o registo centralizado no software facilita as auditorias.
Perguntas frequentes
Que temperatura deve ter uma sala de servidores?
Entre 18 °C e 27 °C, o intervalo que a ASHRAE recomenda para o ar à entrada dos equipamentos. Trabalhar perto do limite superior reduz a energia de arrefecimento, e a monitorização contínua deteta pontos quentes antes de o equipamento perder desempenho ou falhar. Os sensores AKCP, como o Sensor de Temperatura, acompanham cada bastidor.
O que é um bom PUE?
O PUE é a energia total da instalação a dividir pela energia que chega ao equipamento informático; 1,0 é o valor ideal. A média mundial ronda 1,5 a 1,6, um bom objetivo é ficar abaixo de 1,5 e as instalações mais eficientes aproximam-se de 1,1 a 1,2. Medir energia e temperatura é o que permite baixar este valor de forma consistente.
Que humidade deve ter um data center?
As recomendações da ASHRAE apontam para uma humidade relativa entre cerca de 40% e 60%. Ar demasiado seco favorece descargas eletrostáticas; ar demasiado húmido favorece a condensação e a corrosão. A monitorização da humidade e do ponto de orvalho avisa logo que os valores saem do intervalo, por exemplo com o Sensor Temperatura e Humidade – Água.
O que é a monitorização ambiental de um data center?
É o acompanhamento contínuo da temperatura, humidade, fluxo de ar, energia, fugas de água, fumo e acessos físicos na sala técnica. Os sensores em rede enviam alertas em tempo real quando uma leitura se desvia, para que a equipa resolva o problema antes de uma paragem.
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